terça-feira, outubro 14, 2014

No governo FHC, povo só comia carne ‘se mordesse a língua’, diz PT no rádio

Dilma e Aécio se defenderam de ataques na propaganda do rádio. Foto: Divulgação A campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) respondeu com ironias os ataques do adversário Aécio Neves (PSDB) sobre a recomendação de um secretário do
Ministério da Fazenda para os brasileiros trocarem carne por ovos. No horário eleitoral do rádio desta terça-feira (14), um locutor acusa o candidato de mentir e diz que durante os anos dos governos tucanos o povo só comia carne “se mordesse a língua”.

A declaração do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, na semana passada, vem sendo usada pela campanha tucana nas propagandas eleitorais de Aécio para criticar a política econômica do atual governo e para sugerir a volta da inflação.

A recomendação do secretário foi considerada “infeliz” pela presidente Dilma Rousseff. “Jamais [daria esse conselho] porque acho que as pessoas têm direito de comer carne, ovo e frango”, afirmou a petista na segunda-feira (13).

No programa desta terça, um dos locutores afirma que a acusação tucana “tem cheiro de mentira”.

“Justo eles [tucanos], que, quando eram governo, nosso povo só sabia o que era carne se mordesse a língua.”

A campanha petista dedicou quase 1 minuto, dos 10 minutos do horário eleitoral, para responder às críticas e repetiu a estratégia de comparar os governos do PSDB e do PT.

“Todo mundo lembra. No tempo da turma do Aécio, carne no prato do povão, quando tinha, era acém, chupa-molho e cruz-machado. Hoje a gente pode comprar patinho, alcatra e chã”, disse o locutor.

Derrota em Minas

A campanha tucana, por sua vez, também usou o horário eleitoral desta terça para rebater a propaganda petista, que vem explorando a derrota do tucano para Dilma em Minas Gerais no 1º turno, Estado governado por Aécio de 2003 a 2010.

A resposta veio ao final do programa, na voz de um comentarista político identificado como César Reis.

“A eleição ainda não acabou, portanto ninguém ganhou, nem perdeu.”

O comentarista lembrou que, somados os votos de Aécio e Marina, “a mudança foi a vitoriosa” e a petista perderia em Minas e em outros Estados. Ele destacou também que o PT perdeu no ABC paulista, “reduto do Lula”. A propaganda de Aécio também exaltou sua gestão em Minas, outro foco de ataques da campanha petista.

Elite e recessão

Em um programa dedicado quase exclusivamente a atacar o adversário, a campanha petista repetiu as críticas ao “modelo de governo do PSDB” e ao estilo do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, sugerido por Aécio como ministro da Fazenda, caso seja eleito.

O programa se dedicou a mostrar a importância da função dos bancos públicos e criticou Armínio por dizer, segundo a campanha, que os bancos públicos não deveriam ter “tantas funções”. Destacaram também as “medidas impopulares” que Aécio disse estar disposto a tomar para melhorar a economia.

“O Brasil não pode voltar àquele passado em que era governado por uma elite e para uma elite. É um governo de elite para uma elite”, afirmou Dilma.

Já Aécio dedicou espaço à economia. “O quadro é de recessão. Reunimos os melhores economistas, os mais experientes. Com sua credibilidade, vamos fazer o Brasil crescer”, afirmou o candidato.

“Nós mostramos em Minas como fazer. Não estou propondo nada que eu já não tenha feito. Quero assegurar aqui: ninguém vai perder benefício algum. Ao contrário, vamos fazer o País crescer e aí seus benefícios vão valer mais”.


Fonte: R7 

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