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quinta-feira, agosto 29, 2024

Maioria do STF entende que Musk quer 'emparedar a Corte'; magistrados concordam com decisão Moraes



A percepção entre a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é que o bilionário Elon Musk, proprietário da rede social X, está tentando "emparedar" a Corte, ao não respeitar as decisões do ministro Alexandre de Moraes e a legislação brasileira.


Essa percepção é compartilhada por vários ministros, embora não seja unânime. Eles avaliam que Musk está fazendo provocações para criar um constrangimento ao Judiciário brasileiro.


Atualmente, há uma maioria de ministros disposta a apoiar decisões futuras tomadas pelo ministro Alexandre de Moraes em relação ao caso.


Todos estão aguardando o próximo movimento de Musk e o cumprimento de prazos estabelecidos pela Justiça.


Se necessário, a Corte não descarta medidas mais drásticas, como a suspensão temporária da plataforma no Brasil, caso Musk continue a desrespeitar as leis locais.


Essa postura está gerando uma unidade maior entre os ministros do STF em torno das ações de Moraes, que tem liderado as investigações e decisões relacionadas às plataformas digitais no país.


A expectativa agora é sobre como Musk responderá às exigências da Justiça brasileira e quais serão os próximos passos da Suprema Corte.


Segundo os magistrados, o proprietário da rede social está investindo em provocações.


24h para instituir representante legal no Brasil


Na quarta-feira (28), Moraes deu 24h para o X instituir um representante legal no Brasil.


O ministro também ordenou que o X pagasse multas pendentes, que foram aplicadas diante da desobediência da rede em tirar do ar perfis que, de acordo com a Justiça, infringiram a lei ao disseminar informações falsas e ataques contra as instituições democráticas.


O X desmontou o escritório no Brasil há duas semanas. A plataforma, cujo dono é o bilionário do Vale do Silício Elon Musk, justificou que havia recebido ordens judiciais de Moraes — em sigilo de Justiça — que mencionavam, entre as penas em caso de desobediência, a prisão da então responsável pelo escritório do X no Brasil, Rachel de Oliveira Villa Nova Conceição.


O escritório no Brasil foi fechado, mas o X continuou oferecendo o serviço da plataforma para os usuários brasileiros.


Essas intimações alegadas pelo X, que falavam em prisão da representante legal, ainda não se tornaram públicas.


Fonte: Blog do  Camarotti

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Starlink reage a bloqueio imposto por Moraes: 'Pretendemos abordar assunto na Justiça'

Postagem de Elon Musk que faz alusão a uma 'guerra civil' gerou revolta no Reino Unido — Foto: Reuters/Via BBC


A empresa Starlink, que também pertence ao bilionário Elon Musk, usou as redes sociais nesta quinta-feira (29) para se manifestar sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs um bloqueio sobre as contas da empresa no Brasil.


Em postagem no X, a empresa chamou as decisões de Moraes contra o X de "inconstitucionais" e alegou que pretende recorrer na Justiça.


A determinação de Moraes é baseada no entendimento de que existe um “grupo econômico” sob comando de Musk, conforme informou o blog Valdo Cruz. No caso, são as empresas X e o serviço de internet via satélite Starlink.



Sem a possibilidade de demandar a rede social alvo das decisões judiciais — que encerrou as operações no Brasil — o magistrado bloqueou todos os valores financeiros do grupo Starlink Holding, para garantir o pagamento das multas aplicadas pela Justiça brasileira contra a rede X.


A Starlink atua no Brasil na venda de serviços de internet por satélite, principalmente na região Norte.


Na postagem, a empresa alega que a determinação de que a Starlink seria responsável por cobrir as multas é "infundada", e que a determinação foi emitida "em segredo".


"Esta ordem é baseada em uma determinação infundada de que a Starlink deve ser responsável pelas multas cobradas — inconstitucionalmente — contra X. Ela foi emitida em segredo e sem dar à Starlink qualquer um dos devidos processos legais garantidos pela Constituição do Brasil. Pretendemos abordar o assunto legalmente", diz o texto (em tradução livre).

A empresa também diz que foi recebeu uma ordem do ministro do STF no início desta semana — que congela as finanças da Starlink e impede a empresa de realizar transações financeiras no país.


Mas, está fazendo "o possível" para que os serviços de conexão à internet não sejam interrompidos.


"Hoje, a Starlink é responsável pela conexão de mais de um quarto de milhão de clientes no Brasil — da Amazônia ao Rio de Janeiro – incluindo pequenas empresas, escolas e socorristas, e muitos outros. Estamos orgulhosos do impacto que a Starlink está causando em comunidades por todo o país, e a equipe da Starlink está fazendo todo o possível para garantir que seu serviço não seja interrompido".

O que é a Starlink?

Em 2022, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, a Starlink recebeu sinal verde da Anatel para operar no Brasil. A concessão vai até 2027.


A Starlink é um braço da SpaceX, a companhia de exploração espacial de Elon Musk. Com a Starlink, o grupo trabalha para lançar e formar uma "constelação" de satélites para levar conexão de internet a áreas remotas com pouca ou nenhuma estrutura.


Na América do Sul, ela está ativa em Brasil, Chile, Peru, Colômbia, Equador, Argentina, Paraguai e Uruguai. Guiana e Suriname devem receber o serviço ainda este ano. A Bolívia, só em 2025, segundo a Starlink.


Fonte: g1

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Em investigação sobre vazamentos, Moraes nega devolver celular de ex-assessor que trabalhou com ele no TSE



O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (29) não devolver o celular de Eduardo Tagliaferro, que foi servidor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante e presidência do ministro.


A decisão ocorre no contexto de uma investigação sobre o vazamento de diálogos entre Moraes e servidores do TSE e do STF. Os diálogos, divulgados pela "Folha de S.Paulo", sugerem que Moraes pode ter usado sua posição para obter informações para inquéritos dos quais é relator de maneira informal. O ministro nega e alega que todas as investigações seguiram os procedimentos adequados.


Tagliaferro prestou depoimento na quinta-feira (22) à Polícia Federal, que solicitou a apreensão de seu celular após ele se recusar a entregá-lo voluntariamente.


O inquérito, aberto pelo próprio Moraes no STF, visa descobrir a origem dos vazamentos que, segundo o ministro, têm o propósito de minar a independência do Judiciário ao insinuar práticas de atos ilícitos por membros da Suprema Corte.


Em parecer enviado ao STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apoiou a apreensão do celular, argumentando que a medida era necessária para identificar os responsáveis pelos vazamentos e impedir novas práticas ilícitas.


"A negativa do requerido em entregar o aparelho celular de forma voluntária também justifica a medida pleiteada pela autoridade policial", afirmou Gonet, ressaltando que o sigilo funcional deve ser mantido mesmo após o término do vínculo com o cargo, exceto em situações excepcionais de interesse público.


Moraes determinou a apreensão do aparelho de Tagliaferro e também decidiu retirar o sigilo do inquérito, justificando que é preciso investigar o vazamento e as tentativas de desestabilizar o Poder Judiciário. Ele destacou que há indícios de uma possível organização criminosa com o objetivo de prejudicar a independência das instituições republicanas.


Durante o depoimento à PF, Tagliaferro relatou que o celular, que foi inicialmente apreendido pela Polícia Civil de São Paulo em um caso de violência doméstica em maio de 2023, foi entregue a um amigo para uso, mas posteriormente confiscado por autoridades policiais. Ele alegou que o aparelho estava com defeito quando o recebeu de volta e que acabou destruindo-o devido aos problemas técnicos.


A investigação sobre o vazamento das mensagens e o uso do aparelho continua, com a apreensão do celular sendo considerada essencial para garantir a lisura das investigações em curso. Ministros do STF têm defendido a atuação de Moraes, destacando a necessidade de proteger a integridade das investigações e a independência do Judiciário.


Fonte: g1

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Lesa Pátria: PF faz buscas e bloqueia bens de suspeitos de colaborar com atos golpistas

Policiais federais cumprem mandados da operação Lesa Pátria — Foto: PF/Divulgação


A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (29) a 29ª fase da operação Lesa Pátria, que tenta identificar pessoas que incentivaram os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e prender os envolvidos.


Naquele dia, vândalos invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília.


Segundo a PF, há 10 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em endereços de Santa Catarina (5), Rio de Janeiro (3), Goiás (1) e Distrito Federal (1).


Há, ainda, ordem para bloquear os bens dos suspeitos. Os poderes da República estimam que o prejuízo total dos atos golpistas ao patrimônio público chegue a R$ 40 milhões.


De acordo com a PF, os participantes dos atos de vandalismo podem responder por abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.


Fonte: g1

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quarta-feira, agosto 28, 2024

Procurador-geral diz que Lula e Petro se intrometem em assuntos da Venezuela: 'Inaceitável'

Tarek William Saab, o procurador-geral da Venezuela, durante entrevista em 28 de agosto de 2024 — Foto: Reuters


O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, classificou como intromissão as falas dos presidentes do Brasil, Lula, e da Colômbia, Gustavo Petro, sobre as eleições no país. Em uma entrevista coletiva nesta quarta-feira (28), Saab afirmou que as atitudes dos dois líderes são "inaceitáveis".


Saab é alinhado a Nicolás Maduro e abriu investigações contra opositores após o resultado das eleições de 28 de julho. O candidato Edmundo González, inclusive, será intimado para prestar depoimento pela terceira vez e pode ser preso se faltar.


Ao ser questionado sobre comentários da comunidade internacional em relação às eleições venezuelanas, o procurador criticou as atitudes de Lula e Petro. No sábado (24), os presidentes divulgaram uma declaração conjunta cobrando a publicação das atas eleitorais pelas autoridades venezuelanas.


"[As atitudes deles] são inaceitáveis. Quando eles tiveram problemas legais e eleitorais nas eleições deles, a Venezuela não se intrometeu. A Venezuela não disse nada”, disse.

Saab também fez críticas ao presidente do Chile, Gabriel Boric, a quem chamou de "agente da CIA".


"A CIA lhe dá uma lista de comentários diários, e você os diz em nome da esquerda. Você não é esquerdista, você é um herdeiro da geração que veio depois de Pinochet”, afirmou Saab.


Além disso, o procurador também acusou o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, de promover golpes de Estado na América Latina.


As declarações de Saab são semelhantes a afirmações dadas por Nicolás Maduro após as eleições. Assim como o procurador-geral, Maduro também afirmou que a Venezuela não tinha interferido em assuntos internos de Brasil e Colômbia.


González intimado

Saab afirmou que o Ministério Público da Venezuela vai intimar pela terceira vez o candidato da oposição nas eleições presidenciais, Edmundo González.


O procurador-geral disse que González deve depor sobre a publicação de atas impressas das urnas eleitorais em um site. O oposicionista faltou nas duas últimas intimações.


"Se ele faltar, o Ministério Público vai anunciar uma ação em resposta", afirmou Saab.


Pela lei venezuelana, pessoas que ignoram três intimações judiciais podem ser alvos de um mandado de prisão.


Depois das eleições, o candidato da oposição passou a ser investigado pelos crimes de usurpação de funções da autoridade eleitoral, falsificação de documentos oficiais, incitação de atividades ilegais, entre outros.


No domingo (25), González disse em uma rede social que estava sendo "pré-acusado de crimes que não foram cometidos". Ele também afirmou que não estava claro sob quais condições o depoimento iria acontecer.


Fonte: g1

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Justiça do DF condena, pela segunda vez, homem que atacou ministro Cristiano Zanin, do STF, no Aeroporto de Brasília

Ministro Cristiano Zanin durante Sessão plenária no STF, em imagem de arquivo — Foto: Gustavo Moreno/SCO-STF


A Justiça do Distrito Federal condenou, pela segunda vez, o homem que atacou o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), no Aeroporto de Brasília. O caso ocorreu em janeiro de 2023 .


A nova sentença contra Luiz Carlos Basseto Júnior é de quatro meses de detenção, em regime aberto, pelos crimes de ameaça e incitação ao crime, além do pagamento de R$ 10 mil em indenização. Em julho, Luiz Carlos Basseto Júnior já havia sido condenado a pagar a uma indenização de R$ 10 mil por injúria.



O g1 não conseguiu falar com a defesa do empresário. À Justiça, Basseto Júnior admitiu que fez os xingamentos, mas disse que não imaginou que tais fatos pudessem ser considerados uma ameaça.


Na decisão, a juíza Mariana Rocha Evangelista, da 6ª Vara Criminal de Brasília, afirma que para configurar o crime de ameaça "basta que a vítima tome conhecimento do mal prometido, independentemente de real intimidação, desde que o sujeito ativo possua capacidade para realizar a ação. No caso concreto, todos os elementos restaram demonstrados".


Segundo a magistrada, "o argumento defensivo de que as ameaças foram proferidas irracionalmente, sem qualquer intenção de incutir temor na vítima, não retira o cunho ofensivo de sua conduta criminosa, bastando tão somente o conhecimento desta dos impropérios ditos pelo acusado para que se configure o delito em análise".


Os ataques ao ministro

O caso foi em janeiro de 2023, quando Zanin ainda atuava como advogado do presidente Lula (PT). Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra que Luiz Carlos Basseto Júnior começou a filmar Zanin no Aeroporto de Brasília e o chamou de "bandido" e "corrupto".


O empresário, que usou outros termos ofensivos, perguntou também o motivo de o advogado não estar no avião do presidente. Em seguida, ele passou a ameaçar a vítima: "Vontade de meter uma mão na orelha em um cara desses".



Além disso, disse que o advogado "tinha que tomar um pau de todo mundo [sic]". Os ataques ocorreram três dias após o 8 janeiro, quando golpistas invadiram e depredaram as sedes dos prédios dos três poderes, em Brasília.


À época, Luiz Carlos Basseto Júnior afirmou que não teve a intenção de incitar outras pessoas para crimes contra o ministro, sendo que fez uso de medicações para viajar e que havia compartilhado o vídeo apenas com amigos e familiares, uma vez que não possui redes sociais e que tomou conhecimento da repercussão do caso horas depois.


Basseto Júnior também ressaltou que se sente arrependido dos fatos e que gostaria de se desculpar com a vítima.


Fonte: g1

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Caso Marielle: Conselho de Ética aprova perda do mandato de Chiquinho Brazão; plenário dará palavra final

Deputado federal Chiquinho Brazão, preso na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS) — Foto: Reprodução


O Conselho de Ética da Câmara recomendou ao plenário da Casa, por 15 votos a 1, a cassação do mandato do deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ). Ele é réu pelo assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL).


A decisão do órgão seguiu o entendimento da relatora do caso, Jack Rocha (PT-ES), que defendeu a perda do mandato de Brazão por condutas incompatíveis com o decoro parlamentar. A defesa do deputado ainda poderá recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.


🗳️ Para que Chiquinho Brazão perca o mandato, a recomendação do Conselho de Ética precisará ser aprovada pelo plenário da Câmara por, no mínimo, 257 dos 513 deputados.



🗳️ Ou seja, a palavra final sobre o futuro do parlamentar caberá ao conjunto dos deputados.


O deputado Gutemberg Reis (MDB-RJ) foi o único voto contrário à cassação. Ele foi procurado e perguntado sobre o voto. Disse que não vai se pronunciar.


O deputado Paulo Magalhães (PSD-BA) se absteve.


Gutemberg Reis, deputado pelo mesmo estado que Brazão, também votou contra a manutenção da prisão do colega em abril. O nome de Gutemberg é citado em outros inquéritos, como o da morte do advogado Rodrigo Marinho Crespo e o da fraude nos cartões de vacinação de Bolsonaro e aliados.


Decisão seguiu relatora

O voto de Jack Rocha apontou que há provas “robustas” de que Brazão cometeu “irregularidades graves no desempenho do mandato” e que é "verossímil” a conclusão da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República de que o deputado é um dos mandantes da execução de Marielle.


O parlamentar fluminense nega qualquer envolvimento no atentado que matou Marielle e o motorista Anderson Gomes em 2018. Em sua defesa, nesta quarta, ele repetiu que é "inocente" e que a vereadora era sua "amiga" no período em que dividiram mandato de vereador na Câmara Municipal do Rio.



Chiquinho Brazão se tornou alvo do órgão em abril, pouco tempos depois de ter sido preso pela PF por suposto envolvimento no crime.


A investigação conduzida pela PF concluiu que Chiquinho e o irmão, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro Domingos Brazão, foram os mandantes da execução de Marielle. Os dois estão presos desde março e são réus no Supremo Tribunal Federal (STF) por homicídio qualificado e tentativa de homicídio.


Denúncia da PGR ao Supremo sobre o caso apontou que a morte de Marielle foi encomendada pelos irmãos como resposta à atuação do PSOL e da vereadora contra um esquema de loteamentos de terra em áreas de milícia na Zona Oeste do Rio.



Em seu voto (leia mais abaixo), a relatora afirmou que as provas sugerem “fortemente" que Chiquinho Brazão "mantinha uma relação com as milícias do Rio de Janeiro" e que a oposição da vereadora aos negócios da família Brazão “fornecem uma motivação clara” para o crime.


“As provas coletadas tanto por esse colegiado, quanto no curso do processo criminal, são aptas a demonstrar que o representado tem um modo de vida inclinado para a prática de condutas não condizentes com aquilo que se espera de um representante do povo”, escreveu Jack Rocha.

A deputada defendeu que o seu voto não é uma "retaliação" e pediu que o conjunto dos parlamentares aprove a perda do mandato de Brazão para impedir que a Câmara seja vista como "centro de impunidade".


Os próximos passos

Com a decisão do conselho pela cassação do mandato de Chiquinho Brazão, a defesa do parlamentar poderá recorrer à CCJ. O prazo para isso é de 5 dias úteis.


O eventual recurso somente poderá questionar os procedimentos adotados no rito do processo — se foram contra a Constituição ou o regimento interno ou o Código de Ética da Câmara. Depois de protocolado, a CCJ terá até 5 dias úteis para analisar o recurso.


A decisão final pela eventual cassação caberá ao conjunto dos deputados. Para cassar o mandato, são necessários os votos de ao menos 257 deputados (maioria absoluta dos deputados) em uma votação aberta e nominal.



A reunião

Logo após a leitura do relatório do caso, o deputado Chiquinho Brazão se defendeu de forma remota. Ele repetiu que é "inocente" e que não teve qualquer participação na morte de Marielle.


O parlamentar, que dividiu mandato de vereador com Marielle no Rio, disse ter sido amigo da vereadora e defendido a participação da esquerda em debates na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.



"Sou inocente, totalmente inocente nesse caso. A vereadora Marielle era minha amiga, não teria qualquer motivo [para ter mandado matar], porque sempre fomos parceiros. Votamos juntos", disse Brazão.

"Dentro da Câmara, o pouco tempo que ficamos juntos, se pegar as filmagens, vão ver a Marielle falando bem de mim, falando bem. E eu não tenho uma única testemunha, sem tirar o Ronnie, que me acusa, não tem uma que me acusa. Não tem uma testemunha que fala de mim", prosseguiu Chiquinho Brazão.

Advogado de Brazão, Cleber Lopes argumentou que a defesa do parlamentar sofreu "prejuízos" ao longo do processo com a falta de depoimentos de testemunhas no caso e que não houve quebra de decoro em razão de o fato questionado no procedimento ter ocorrido antes do mandato de deputado federal — o atentado à Marielle ocorreu em 2018, e Brazão se tornou deputado em 2019.


Em seu voto, Jack Rocha rechaçou o argumento da defesa de que o suposto delito atribuído a Brazão não deveria levar à cassação do mandato por ter ocorrido antes de sua posse como deputado federal.


"A assunção de um mandato parlamentar não pode, em hipótese alguma, ser tratada como um perdão automático para atos condenáveis cometidos no passado. Um mandato eletivo carrega consigo a responsabilidade de honrar e proteger a dignidade de uma instituição que é permanente, representando o povo e a democracia", afirmou.


Segundo a deputada, a análise das provas "sugere fortemente" que Chiquinho Brazão "mantinha uma relação com as milícias do Rio de Janeiro".


Também afirma que a imputação de que o parlamentar é um dos mandantes da morte de Marielle é "verossímil e sustentada por evidências significativas".


"O conjunto probatório, ao demonstrar a prática de irregularidades graves cometidas pelo representado que afetaram a dignidade e o decoro parlamentar, é robusta, razão pela qual esta relatora conclui que o representado praticou irregularidades graves no desempenho do mandato ou de encargos decorrentes, afetando a dignidade da representação popular", argumentou.


"As provas coletadas tanto por esse colegiado, quanto no curso do processo criminal, são aptas a demonstrar que o representado tem um modo de vida inclinado para a prática de condutas não condizentes com aquilo que se espera de um representante do povo", prosseguiu Jack Rocha.



A deputada ainda argumentou que manter o mandato de um deputado preso preventivamente fere a imagem da Câmara dos Deputados.


"Contribui para a erosão do respeito pelo papel constitucional da Câmara, podendo ser interpretado como um indicativo de impunidade. Tal cenário exige uma ação firme e decidida por parte deste Conselho de Ética, a fim de proteger a honra e a dignidade da instituição, resguardando-a de elementos que comprometem sua missão fundamental."


Apontado por investigadores como um dos elos da milícia da Zona Oeste do Rio, Chiquinho Brazão assistiu a reveses políticos desde que foi detido. Primeiro, no mesmo dia em que foi preso, foi expulso do partido ao qual era filiado (União Brasil). Semanas depois, viu a Câmara manter a sua prisão.


Parlamentar isolado na Casa, Brazão reuniu pouca defesa pública dos colegas desde que o procedimento no Conselho de Ética foi aberto. Nos bastidores, lideranças da Câmara dizem ser quase impossível reverter a cassação do deputado no plenário.


Criado em 2001, o Conselho de Ética já aprovou 23 recomendações de perda de mandato. Desse total, somente oito foram aceitas pelo plenário da Câmara. Outras dez acabaram rejeitadas pelo conjunto dos deputados.


Réu no STF

Em junho, a Primeira Turma do Supremo decidiu tornar réus Chiquinho e Domingos Brazão por homicídio qualificado e tentativa de homicídio da então assessora de Marielle Franco, Fernanda Chaves.


Marielle e Anderson foram assassinados a tiros, em uma emboscada no Centro do Rio, em 14 de março de 2018. As investigações foram marcadas por trocas de delegados e promotores, e poucos avanços. Em 2023, a PF passou a apurar o caso.


Até março deste ano, somente haviam sido apontadas as participações de Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, ex-policiais militares acusados de serem os executores do atentado. No período, o ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, conhecido como Suel, também foi apontado como responsável por levar o carro utilizado na emboscada para um desmanche.


Depois de seis anos do crime, uma delação premiada de Lessa ajudou os investigadores a preencher as lacunas que faltavam na resolução dos assassinatos.


A PF concluiu que a morte da vereadora foi encomendada por Domingos e Chiquinho Brazão. Também identificou o delegado Rivaldo Barbosa, então chefe da Polícia Civil do Rio na época do crime, como mentor.


Em sua delação, Ronnie Lessa apontou que a morte de Marielle foi arquitetada pelos irmãos como reação à atuação da vereadora contra um esquema de loteamentos de terra em áreas de milícia na Zona Oeste do Rio, reduto eleitoral de Domingos e Chiquinho.


Durante todas as fases da apuração do caso no Conselho de Ética, em pronunciamentos remotos ou por meio de sua defesa, Chiquinho Brazão negou ter qualquer envolvimento na execução de Marielle e Anderson.


Ao longo dos últimos quatro meses, a defesa do parlamentar também questionou as conclusões da Polícia Federal e argumentou que o deputado não poderia ser julgado, no colegiado, por um suposto delito ocorrido antes de tomar posse como deputado federal — o atentado a Marielle ocorreu em 2018, e Brazão se tornou deputado em 2019.


Fonte: g1

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Quadrilha criou 'serviço' de 'contas blindadas' para facções e empresas em esquema bilionário



A organização criminosa alvo de uma operação da Polícia Federal em Campinas (SP) nesta quarta-feira (28), e suspeita de movimentar R$ 7,5 bilhões em crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro, criou um sistema sofisticado para movimentar os recursos.


O blog apurou que, mais do que desenvolver uma forma de ocultar os crimes, a quadrilha investigada criou um verdadeiro "serviço" para atender às demandas ilegais. Uma "fórmula" para facilitar a vida de criminosos interessados em ocultar recursos de origem ilegal e burlar qualquer rastreio.


Nesta quarta, a PF prendeu 17 pessoas e fez buscas com aval da Justiça Federal para interromper o esquema. O volume de dinheiro movimentado assustou até mesmo os investigadores.


Na prática, funcionava assim:


a quadrilha oferecia um "serviço" para ocultar a transferência de dinheiro entre duas pessoas que, por estarem envolvidas em irregularidades, não queriam deixar "rastro" na transação;

duas "fintechs" (startups financeiras), que operavam sem autorização do Banco Central, abriam contas em bancos oficiais;

na prática, as fintechs faziam a transferência "em nome" dos criminosos – e era o nome das empresas que aparecia no extrato bancário.

Investigadores disseram que o esquema abasteceu uma grande facção criminosa. E servia para dar aparência legal a dinheiro proveniente do crime, que se valia do sistema de forma repetitiva para esconder a origem do dinheiro.


O blog apurou que isso criava "contas escondidas" no Sistema Financeiro Nacional.


Gerentes e executivos das instituições financeiras devem ser ouvidos pela PF, nos próximos dias, para aprofundar as apurações.


Fonte: Blog da Camila Bom Fim

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Exército abre inquérito para investigar 4 militares por possíveis crimes na elaboração de carta golpista em 2022



O Exército Brasileiro abriu nesta terça-feira (27)um Inquérito Policial Militar (IPM) para investigar quatro militares por possíveis crimes relacionados à elaboração da "Carta ao Comandante do Exército de Oficiais Superiores da Ativa do Exército Brasileiro". Essa carta, segundo investigações da Polícia Federal, foi utilizada como instrumento de pressão ao então comandante do Exército, General Freire Gomes, para que ele aderisse a um golpe de Estado em 2022.


Os quatro militares que serão investigados pelos possíveis crimes são:


Os coroneis Alexandre Castilho Bitencourt da Silva e Anderson Lima de Moura (ambos da ativa)

E os coroneis Carlos Giovani Delevati Pasini e José Otávio Machado Rezo Cardoso (os dois da reserva).

Agora, o Exército tem 30 dias prorrogáveis por mais 30 para concluir o inquérito.


De acordo com o Exército, a decisão de abrir o inquérito ocorreu após uma sindicância, aberta por determinação do comandante do Exército, general Tomás Paiva. A sindicância investigou a participação de 37 militares na produção, assinatura ou disseminação da carta.


Desses, 26 foram punidos com base no Regulamento Disciplinar do Exército (RDE), incluindo 12 coronéis, 9 tenentes-coronéis, 1 major, 3 tenentes e 1 sargento.


No entanto, 11 deles não receberam punição. O Exército explica que eles apresentaram justificativas que foram aceitas e, por isso, não foram punidos


A sindicância concluiu que havia indícios de crime na confecção da carta, o que levou o comandante do Exército, general Tomás Paiva, a determinar a instauração do inquérito sobre os quatro coronéis para aprofundar as investigações.


Os quatro militares inicialmente citados no IPM já haviam sido ouvidos durante a sindicância.


Histórico do caso

A Polícia Federal investiga atos de caráter golpista realizados no Brasil após as eleições de 2022, quando aliados e simpatizantes do candidato derrotado, o ex-presidente Jair Bolsonaro, buscaram alternativas ilegais para mantê-lo no poder.


A carta golpista entregue ao comando do Exército foi encontrada no celular do tenente-coronel e ex-ajudante de ordens da Presidência, Mauro Cid. Os investigadores suspeitam que o documento tenha sido produzido em uma reunião de militares em novembro de 2022.


Em depoimento à PF no início de março, o general Freire Gomes, então comandante do Exército confirmou que tomou conhecimento da carta através do setor de Comunicação Social do Exército na époica.


Ao ser questionado sobre se o documento foi elaborado para pressioná-lo a aderir ao golpe de Estado, Freire Gomes respondeu afirmativamente, destacando que ordenou investigações em todos os comandos de área para identificar os envolvidos e adotar as medidas necessárias.


O ex-comandante enfatizou que considera inapropriada a participação política de oficiais da ativa das Forças Armadas, como ocorreu com o documento em questão. Para a PF, a carta é um elemento central nas investigações sobre o envolvimento de militares em uma tentativa de golpe contra o governo democrático.


Fonte: g1

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terça-feira, agosto 27, 2024

Comissão da Voepass na Câmara aprova convites para que dirigentes da empresa e da Latam prestem esclarecimentos

Imagem aérea mostra destroços do avião da Voepass que caiu em Vinhedo (SP), matando 62 pessoas — Foto: Reprodução/EPTV


A Comissão Externa da Câmara dos Deputados que apura o acidente com o avião da Voepass 2283, em 9 de agosto, convidou os dirigentes da empresa e da Latam, que mantém acordo para compartilhamento de voos, para prestarem esclarecimentos sobre a queda da aeronave.


O avião caiu em Vinhedo, no interior de São Paulo, com 62 pessoas a bordo, quando fazia a rota entre Cascavel (PR) e Guarulhos (SP). Ninguém sobreviveu.


Os requerimentos aprovados pelos deputados pedem a presença de José Luiz Felício Filho, presidente da Voepass; Eduardo Busch, diretor executivo da Voepass; e de Roberto Alvo, diretor-presidente da Latam.


A comissão também convidou a mãe de uma das vítimas para falar sobre o acidente. Maria de Fátima Albuquerque é mãe de Arianne Albuquerque Estevan Risso, residente de oncologia do Hospital do Câncer de Cascavel, que estava no voo da Voepass.


Ao todo, foram aprovados 13 requerimentos. Também foram convidados a dar informações:


Carlos Eduardo Palhares Machado, diretor do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal (INC/PF);

Caio Bortone Ramos Ribeiro, Chefe do Serviço de Segurança Aeroportuária da PF;

Tiago Sousa Pereira, diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac);

Luciana Jordão da Motta Armiliato de Carvalho, Defensora Pública-Geral do Estado de São Paulo;

Paulo Sérgio de Oliveira Costa, Procurador-Geral de Justiça do Estado de São Paulo.


Audiência com Cenipa


O coordenador da comissão, deputado Bruno Ganem (Podemos-SP), anunciou que o chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), brigadeiro Marcelo Moreno, será o primeiro a ser ouvido, em 10 de setembro.


A data é posterior a divulgação do relatório preliminar do acidente, anunciado pela Força Aérea Brasileira (FAB) para acontecer em 6 de setembro.

O relatório preliminar é divulgado em até 30 dias após acidentes aéreos e deve conter informações acerca do andamento das investigações sobre o acidente.


A comissão enviou ainda convites para que a ATR, empresa fabricante do avião, e para a BEA e a TSB, agências responsáveis pela segurança da aviação civil na França e no Canadá, respectivamente, enviem representantes para falar na comissão.


Relator

O deputado Padovani (União Brasil-PR) fará o relatório sobre os trabalhos da comissão. Ele é natural de Cascavel (PR), cidade de onde partiu o voo acidentado, e disse que perdeu amigos no acidente.


"Meu objetivo não é fazer caça às bruxas, o objetivo de forma nenhuma é apontar culpados, mas encontrar soluções", disse.

"Não queremos aqui quebrar empresa nenhuma, trazer dificuldade à aviação comercial, mas queremos sim investimentos para a ANAC, treinamento de pilotos, treinamento de mecânicos, para que o Brasil continue sendo esse polo seguro de aviação aérea comercial", completou.



O acidente


Simulação mostra curva brusca e queda acentuada de avião da Voepass — Foto: Reprodução


Os registros mostram que aeronave, um ATR 72-500 geralmente utilizado em rotas regionais, decolou de Cascavel (PR) às 11h56 com 58 passageiros e quatro tripulantes. O voo tinha como destino Guarulhos (SP).


O avião subiu até atingir 5 mil metros de altitude às 12h23, e assim seguiu até 13h21. Foi neste momento que, segundo a plataforma Flightradar, a aeronave começou a perder altitude e fez uma curva brusca.


Fonte: g1

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Barroso nega impedimento de Moraes no caso do vazamento de mensagens


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso, rejeitou nesta terça-feira (27) um pedido para que fosse declarado o impedimento do ministro Alexandre de Moraes para atuar na investigação preliminar que apura o vazamento de mensagens de seus assessores no STF e no Tribunal Superior Eleitoral.


O ministro analisou um pedido feito pela defesa de Eduardo Tagliaferro, um perito criminal que chefiou a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE, quando Moraes comandava a corte eleitoral. Os advogados dele também pediram que a apuração do caso fosse arquivada.


O pedido de impedimento surgiu após reportagem da "Folha de S. Paulo" revelar que o gabinete de Moraes teria utilizado o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como um braço investigativo, solicitando informalmente relatórios que embasassem medidas criminais contra apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.


As mensagens, segundo a reportagem, foram trocadas entre agosto de 2022 e maio de 2023 por auxiliares de Moraes, incluindo o juiz instrutor Airton Vieira e Eduardo Tagliaferro, então responsável pela Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE.


Os investigados argumentaram que o uso dessas mensagens configuraria um desvio de conduta por parte de Moraes, comprometendo sua imparcialidade.


No entanto, Barroso, ao rejeitar o pedido, afirmou que não há elementos suficientes que justifiquem o afastamento do ministro. Para Barroso, a atuação de Moraes no caso não apresentou indícios de parcialidade ou de interesses pessoais que pudessem influenciar suas decisões no inquérito.


A decisão de Barroso mantém Moraes à frente do inquérito das fake news, que investiga ataques à lisura das eleições de 2022 e incitação de militares contra o resultado das urnas.


O gabinete de Moraes já havia se manifestado publicamente, negando qualquer irregularidade e afirmando que todos os procedimentos realizados foram oficiais e estão devidamente documentados nos inquéritos em curso, com a participação da Procuradoria Geral da República.


Com a negativa ao pedido de impedimento, as investigações devem prosseguir sob a condução de Alexandre de Moraes, enquanto o STF continua a ser palco de discussões intensas sobre os limites da atuação judicial em processos que envolvem desinformação e ameaças à democracia.


Fonte: g1

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Ex-ministro de Bolsonaro diz que Trump prometeu ajudá-lo caso vença a eleição no Recife

Gilson Machado (PL) chega a emissora de rádio para sabatina. — Foto: Foto: Reprodução / TV Globo


O candidato do PL à Prefeitura do Recife, Gilson Machado, afirmou nesta segunda-feira (26) que o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump prometeu a ele ajuda na gestão municipal caso ambos vençam as eleições que vão disputar neste ano.


Durante sabatina realizada pela Rádio Folha, de Pernambuco, o ex-ministro do Turismo de Jair Bolsonaro disse ter conversado com o norte-americano sobre suas intenções como candidato à capital pernambucana.


"Eu fui recebido por Donald Trump, fiquei inclusive na casa dele hospedado, com ele, a convite dele. Tenho várias fotos sobre isso. 'Eu vou ajudar com o que eu puder na sua gestão como prefeito do Recife, porque eu vou ser o próximo presidente dos Estados Unidos e ponto'", afirmou Gilson relatando a conversa que teria tido com o republicano.

Na entrevista, o candidato do PL cita também encontros que, como ministro do Turismo de Bolsonaro, teve com outros chefes de Estado. Ele menciona audiências com mandatários da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos.


Datafolha


Gilson Machado está em segundo lugar nas pesquisas para a prefeitura do Recife, tecnicamente empatado com outros dois candidatos, mas muito atrás do primeiro colocado.


De acordo com levantamento feito pelo Datafolha, o candidato à reeleição, João Campos (PSB), lidera com 76% das intenções de voto.

Em seguida, aparecem Gilson Machado, com 6%; o ex-secretário de Turismo de Pernambuco Daniel Coelho (PSD), com 5%; e a deputada estadual Dani Portela (PSOL), com 4%, empatados tecnicamente.


Fonte: Blog do  Camarotti

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PL aposta em ofensiva na TV com Bolsonaro chamando Marçal de 'desleal'

Pablo Marçal — Foto: Fabio Tito/g1


A cúpula do PL aposta em uma ofensiva de Bolsonaro na TV para tentar desidratar Pablo Marçal (PRTB) na campanha pela prefeitura de São Paulo.


A ideia é reforçar junto ao eleitorado que Bolsonaro considera Marçal “desleal” por ter feito cobranças em público sobre doações, além de tumultuar o campo da direita.

A propaganda eleitoral gratuita na TV começa na próxima sexta-feira (30). No entanto, o PL ainda não definiu a forma dessa ofensiva. O núcleo de Bolsonaro ainda não sabe se ele adotará a estratégia defendida pelo partido e segue reclamando de que não há bolsonarismo na campanha de Nunes.



Na noite desta segunda-feira (26), em sabatina na GloboNews, Marçal admitiu que Bolsonaro é o grande líder da direita. Mas, para a família Bolsonaro, o ex-coach disputa a base de votos e mira um novo movimento, uma especie de marçalismo- o que Marçal nega.


Para caciques da política, Bolsonaro vai repetir a estratégia que já usou com outros aliados - hoje ex- e políticos do mesmo campo: se não há lealdade a ele, Bolsonaro, não merece o voto do eleitor de direita.


Se hoje o cenário é de disputa pública, fontes do PL ouvidas pelo blog afirmam que chegaram a haver conversas para que o ex-coach pudesse ir para o PL - mas o partido já estava fechado com Nunes.


A meta da cúpula do partido de Bolsonaro é deixar para depois da eleição uma nova aproximação para convencer Marçal a entrar no partido e disputar 2026 junto com Eduardo Bolsonaro para o Senado pelo estado de São Paulo.


No entanto, Marçal tem repetido que não quer um cargo no Legislativo - apenas no Executivo. E não descarta a presidência.


No entorno de Bolsonaro, há duvidas sobre essa estratégia do partido.


Presidente do PRTB é acusado de ameaçar de morte dirigentes do partido

O presidente do partido de Pablo Marçal, Leonardo Avalanche, responde ação na Justiça Eleitoral na qual é acusado de coação, ameaça de morte, fraude e suborno.


A ex-vice presidente do partido, Rachel Carvalho, é a principal patrocinadora da ação. Ela afirma, ao lado de outros ex-dirigentes, que foi ameaçada de morte por Avalanche para renunciar ao cargo. Assim, ele poderia entregar o posto a pessoas de sua proximidade.


Rachel registrou boletim de ocorrência e lavrou depoimento em cartório, assim como outros ex-dirigentes do PRTB. Ela também anexou ao caso conversas de WhatsApp com auxiliares de Avalanche, na qual relata ter sido ameaçada.


Além disso, Avalanche foi flagrado em conversas com um membro da legenda dizendo ter ligações com a facção criminosa PCC.


Questionado sobre isso na sabatina da Globonews, Marçal disse que não é presidente nem dono do partido, que entrou no partido "de última hora" e que todos têm direito à ampla defesa. "Tenho que partir disso, não vou condenar o cara [Leonardo Avalanche, presidente do PRTB]" e "não sou polícia", ressaltou.


Pablo Marçal e Leonardo Avalanche, presidente nacional do PRTB acusado de ligações com o PCC em SP. — Foto: Reprodução/Instagram


Fonte: Blog de Andreia Sadi

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segunda-feira, agosto 26, 2024

Entenda como vai funcionar distribuição de botijões de gás para beneficiários do Bolsa Família

Queda do preço do gás de cozinha nas refinarias não está chegando aos consumidores na mesma proporção — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução


O governo federal encaminhou nesta segunda-feira (26) um projeto de lei que cria o programa "Gás para Todos", que vai distribuir botijões para famílias beneficiárias do Bolsa Família. O texto ainda precisa ser aprovado pelo Congresso.


A ideia é que, a partir de janeiro de 2025, os beneficiários do Bolsa Família possam receber, dos revendedores, botijões de gás de cozinha de graça. O custo será subsidiado pelo governo.


Ao todo, cerca de 20,8 milhões de famílias poderão receber o benefício, que vai substituir o atual "Auxílio Gás" — valor pago junto ao Bolsa Família. A inciativa atende hoje a 5,6 milhões de famílias.


Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o aumento no número beneficiários será gradual, entre janeiro e dezembro de 2025. Ao final do próximo ano, as 20,8 milhões de famílias serão atendidas.


Quem terá direito ao 'Gás para Todos'?

O interessado em participar do programa precisa estar inscrito no Cadastro Único para programas sociais do governo, que tenham renda mensal de até meio salário-mínimo por pessoa (ou seja, R$ 706 por pessoa).


Hoje, segundo o governo, 5,6 milhões de famílias são atendidas pelo auxílio gás. A intenção é ampliar esse número para 20,8 milhões de beneficiários até 2026.


Como receber os botijões?

O beneficiário vai precisar baixar um aplicativo da Caixa Econômica Federal e apresentá-lo ao revendedor de gás de cozinha cadastrado no programa junto à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).


A ideia do governo é desvincular o auxílio para o gás de cozinha do Bolsa Família. Hoje, os benefícios são pagos juntos, mas nem todas as famílias usam o dinheiro para comprar o botijão.


💲Por isso, para as famílias que recebem o "auxílio gás" junto ao Bolsa Família, o valor total recebido na conta deve diminuir em cerca de R$ 100 — uma vez que o "auxílio gás" não vai ser mais depositado na conta.


"[O auxílio gás] incorporou [ao Bolsa Família] de uma forma que muitas famílias utilizam para sobrevivência e deixaram de comprar o gás. Então, isso corrige também uma finalidade do auxílio gás", afirmou Silveira.


Como o governo vai pagar o auxílio?

O governo vai subsidiar o botijão de gás. Os empresários interessados em participar do programa vão se credenciar junto à ANP, que vai definir um preço teto para o gás por região do país.


Segundo o secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Pietro Adamo, o preço teto da ANP vai estar de acordo com os valores de mercado.


Esse valor será pago pelo governo, que deve reservar cerca de R$ 5 bilhões para o programa em 2025 e R$ 13,6 bilhões em 2026. O programa vai ser permanente, sem prazo para término.


Os valores que vão subsidiar os botijões vêm do Fundo Social do Pré-Sal, mantido com recursos dos leilões de petróleo da estatal Pré-Sal Petróleo SA (PPSA).


Fonte: g1

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