sexta-feira, maio 13, 2016

Pivô de escândalo vai à Justiça para deixar Corinthians e pede indenização

http://cidadenewsitau.blogspot.com.br/Pivô de um escândalo na base do Corinthians, o jovem Alyson José da Motta acionou o clube na Justiça nesta quinta-feira exigindo
indenização por danos morais e rescisão de seu contrato com o time alvinegro, conforme apuração do ESPN.com.br.

A reportagem teve acesso aos documentos relativos ao processo. Nele, Alyson quer uma liminar reconhecendo sua rescisão contratual, deixando ele livre da agremiação do Parque São Jorge e disponível para acertar com qualquer outra equipe.

Além disso, o jogador se compromete a apresentar qualquer prova que o Poder Judiciário pedir, e ainda requer ofícios às entidades que administram o futebol, como CBF e FPF, em caráter de urgência, informando da decisão judicial.

Alyson também faz um pedido de condenação por danos morais ao Corinthians devido aos danos que acha ter sofrido em sua carreira. À causa foi dada o valor de R$ 200 mil.

GELADEIRA

Na petição, o jogador alega que foi "punido" pelo clube após o vazamento do escândalo envolvendo seus direitos econômicos, apesar de Alysson não ter nenhuma participação direta no incidente.

"O clube afastou seu melhor atleta não profissional, obrigando-o a treinar conjuntamente com os atletas em testes (peneiras) e nada mais! Impedindo-lhe, pois, de treinar com os demais atletas em formação de categoria equivalente e/ou superior à sua", disseram os advogados do jogador.

O atleta acrescenta na Justiça que está na "geladeira", segundo ele "para lhe diminuir, menosprezar, pressionar, fragilizar e humilhar".

Em determinado momento, Alyson diz que Claudineu Muza e Márcio, ambos da base do Corinthians, lhe direcionaram a seguinte ordem quando perguntado sobre qual seria o seu treino: "fica dando trote aí em volta do campo, corre aí o dia inteiro!".

O atleta é representado na ação pela advogada Rosilene Clara de Oliveira Galdino, do escritório de Gislaine Nunes.

ENTENDA O CASO

O escândalo na base do Corinthians começou hpa cinco meses e causou a demissão do gerente Fabio Barrozo, além de problemas para o conselheiro Mané da Carne, um dos aliados de Andrés Sanchez no clube. José Onofre, diretor do setor, também deve deixar o Corinthians.

O que ocorre é que Helmut Niki Apaza culpa o clube por um prejuízo de cerca de US$ 110 mil, sendo US$ 60 mil por porcentagens de um atleta da base e mais US$ 50 mil por uma carta que supostamente o permitia representar o Corinthians.

O empresário americano diz ter sido convencido pelo então gerente da base corintiana, Fábio Barrozo, e pelo conselheiro Manoel Ramos Evangelista, o Mané da Carne, a adquirir 20% dos direitos econômicos do jogador Alyson, uma promessa da base do Corinthians, por US$ 60 mil.

O empresário aceitou e divididiu o pagamento em três parcelas de US$ 20 mil.

No entanto, a Fifa proíbe a participação de empresários ou fundos de investimento na compra dos direitos econômicos dos jogadores desde o ano passado, o que tornaria a ação irregular.

Além disso, toda a negociação foi feita sem conhecimento do presidente do clube, Roberto de Andrade, motivo pelo qual o Corinthians alega ser 'vítima' no caso. Barrozzo foi demitido após o caso ser descoberto pelos diretores.

Apaza ainda pagou outros US$ 50 mil para receber uma carta do Corinthians confirmando que ele era o representante do clube nos Estados Unidos.

O documento, entretanto, não tem a assinatura do presidente Roberto de Andrade, e sim do diretor de futebol, Eduardo Ferreira, que o clube acredita não ter participação no caso.

Fonte: ESPN

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