quarta-feira, maio 31, 2017

Vereador é cassado após denúncia de agressão e ameaça contra outros vereadores


Um vereador da cidade de Pedra Branca, no Sertão paraibano, teve o mandato cassado pelos outros vereadores por quebra de decoro parlamentar, com base em uma denúncia de agressões verbais, ameaças e uma suposta tentativa de agressão física contra o presidente da sessão de solenidade de posse dos vereadores em 1º de janeiro.

Roberto Rodrigues (PC do B) foi eleito vereador com 193 votos em outubro de 2016. O vereador cassado negou as acusações e explicou que vai recorrer à Justiça Eleitoral para reassumir a cadeira na câmara. “Vou recorrer e espero ver na Justiça o meu direito de exercer a função que eu venho exercendo há três mandatos”, disse.

Confronto na posse

Os motivos apontados para a cassação do mandato de Roberto Rodrigues começaram na solenidade de posse dos vereadores, em janeiro. A sessão era presidida por José Dantas (PROS), por ser o vereador mais velho e obedecendo a lei orgânica de Pedra Branca. 

Segundo José Dantas, em determinado momento, que não foi registrado pelos celulares do público, o vereador teria lançado o microfone em direção ao presidente da sessão. “O microfone caiu junto de onde eu tava, inclusive jogando meus óculos no chão, então [o ato] foi contra a minha pessoa”, disse.

O atual presidente da Câmara Municipal da cidade, Edimilson Félix (PR), explica que nas sessões seguintes Roberto Rodrigues passou a descumprir o regimento interno, interrompendo o presidente e discutindo com os outros vereadores.

“Toda a vida ele foi agressivo aqui, porque de uma certa forma ele estudou, estava fazendo o curso de direito, e certamente tinha a lábia que colocava as palavras melhor, e em qualquer oportunidade, ele queria ser superior a todos”, explicou Félix.

A presidência do PR municipal enviou um pedido de cassação do mandato de Roberto Rodrigues para a câmara municipal, composta por oito vereadores. Uma comissão foi formada e na segunda-feira (29), o vereador foi cassado do cargo em uma eleição interna, que teve como placar 7 votos a favor e um contra.

“Consultamos o pleno da Casa, que acolheu a denúncia e o plenário fez a eleição e por meio de voto secreto, foi votada a cassação”, concluiu o presidente da câmara.

Fonte: G1

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