domingo, novembro 29, 2015

Morrem três baleados em tiroteio no Colorado, nos Estados Unidos

Suspeito é escoltado por policiais na saída do prédio Planned Parenthood de Colorado Springs, após um tiroteio que durou cerca de cinco horas na sexta (27) (Foto: Reuters/Isaiah J. Downing)O tiroteio ocorrido nesta sexta-feira (27) em uma clínica de planejamento familiar de Colorado Springs, no oeste dos Estados Unidos, deixou dois civis e um
policial mortos, além de nove feridos, segundo o último boletim das autoridades.
"Trata-se de uma terrível tragédia. Perdemos dois civis e choramos a morte de um valente policial", disse em entrevista coletiva o prefeito da cidade, John Suthers. Outras nove pessoas ficaram feridas, incluindo cinco agentes, todos baleados.
O suspeito foi identificado pela polícia como Robert Lewis Dear, 57 anos.
O atirador se refugiou dentro de um prédio da ONG Planned Parenthood, depois de supostamente atingir pessoas no estacionamento do local. A clínica é uma das organizações mais importantes do país sobre planejamento familiar e reprodução.

Equipes de emergência transportam um policial ferido durante cerco a atirador que se refugiou em prédio da Planned Parenthood, na sexta (27) (Foto: Vía AP Foto/Daniel Owen/The Gazette)Equipes de emergência transportam um policial ferido durante cerco a atirador que se refugiou em prédio da Planned Parenthood, na sexta (27) (Foto: Vía AP Foto/Daniel Owen/The Gazette)

Em uma entrevista coletiva no local, às 17 horas (22 horas de Brasília), o prefeito John Suthers anunciou que o atirador foi capturado vivo. Objetos encontrados no local e não identificados serão analisados por peritos em bombas.
Onze pessoas chegaram a ser hospitalizadas. Três morreram mais tarde.
O policial morto é Garrett Swasey, 44 anos, que trabalhava na universidade da cidade, revelou o centro educacional em um comunicado.


Policial é visto na esquina das ruas Centennial e Fillmore, em Colorado Springs, durante cerco a atirador que se refugiou em prédio da Planned Parenthood, na sexta (27) (Foto: AP Photo/David Zalubowsk)Policial é visto na esquina das ruas Centennial e Fillmore, em Colorado Springs, durante cerco a atirador que se refugiou em prédio da Planned Parenthood, na sexta (27) (Foto: AP Photo/David Zalubowsk)

A porta-voz da polícia Catherine Buckley disse que o atirador estava em posse de "aparelhos", dando a entender que poderiam ser explosivos. Ele também estava armado com um fuzil.
Um dos principais objetivos da investigação agora é determinar se, de fato, o homem carregava explosivos entre a munição que utilizou para atacar o local.
A troca de tiros se estendeu por horas. As emissoras de televisão americanas exibiram imagens de pessoas sendo retiradas às pressas, sem cobertores, na neve - algumas aos prantos.

Representantes do FBI, a Polícia Federal americana, ou da ATF, agência americana responsável por Álcool, Cigarro, Armas de Fogo e Explosivos, participaram da intervenção.
Durante o ataque, os bombeiros e a polícia de Colorado Springs utilizaram o Twitter para alertar a população sobre o tiroteio.
Os centros de planejamento familiar, local de realização de abortos, são geralmente alvo de cidadãos que rejeitam a interrupção da gravidez.
O presidente americano, Barack Obama, foi informado imediatamente dos acontecimentos por sua conselheira de Segurança Interna, Lisa Monaco, revelou um funcionário da Casa Branca.
Vicky Cowart, presidente da Planned Parenthood nas Montanhas Rochosas, afirmou que "a máxima prioridade é a segurança dos pacientes e do pessoal" da clínica.
"Ainda não sabemos as circunstâncias e os motivos deste ato criminoso, ou sequer se a Planned Parenthood era o alvo do ataque", disse Cowart.
"Compartilhamos as preocupações de muitos americanos sobre que o extremismo cria um ambiente envenenado que alimenta o terrorismo doméstico neste país".
Planned Parenthood se viu envolvida há alguns meses em uma polêmica após a divulgação de vídeos em que diretores da organização discutiam a venda de tecidos e órgãos de fetos.
O Congresso já tentou, em várias ocasiões, retirar o financiamento federal à rede de clínicas.

Fonte: G1

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