terça-feira, janeiro 12, 2021

Obras de arte, carros de luxo e helicóptero são apreendidos em fase da Lava Jato que investiga propina na Transpetro e lavagem de dinheiro

A Polícia Federal (PF) apreendeu, na manhã desta terça-feira (12), obras de arte, carros de luxo e um helicóptero ao cumprir mandados de busca e apreensão pela pela 79ª fase da Operação Lava Jato, que investiga pagamentos de propina na Transpetro e operações de lavagem de dinheiro.


Segundo a PF, foram expedidos três mandados no Rio de Janeiro, dois mandados em Brasília, dois em São Luis do Maranhão, dois em São Paulo e um em Angra dos Reis.


O G1 apurou que mandados foram cumpridos nos endereços de Márcio Lobão e Edison Lobão Filho, filhos do ex-ministro Edison Lobão. O pai dos investigados não é alvo da operação desta terça-feira.



Obras de arte são apreendidas em nova fase da Lava Jato, nesta terça-feira (12) — Foto: Reprodução/TV Globo


De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), as ordens judiciais visam apreender mais de 100 obras de arte dos investigados. As obras serão levadas para Curitiba para uma perícia da polícia, e depois devem ser encaminhadas para o Museu Oscar Niemeyer (MON).


Em São Luís, no Maranhão, foram apreendidos carros de luxo e um helicóptero.


Um helicóptero foi apreendido durante a operação, segundo a PF — Foto: Reprodução/PF


Os mandados judiciais foram expedidos pela 13ª Vara Federal em Curitiba.


O G1 tenta contato com as defesas dos investigados.


Carros de luxo foram apreendidos pela Lava Jato em São Luís (MA) — Foto: Divulgação/PF


Investigações

As investigações apuram fraudes em licitações por meio de pagamento de propina a executivos da Transpetro.


Os crimes investigados aconteceram entre 2008 e 2014, segundo a PF, com pagamento de R$ 12 milhões em propinas.



As investigações apontam que a propina era paga em espécie, e a lavagem do dinheiro acontecia por meio da compra de obras de arte e imóveis.


Polícia Federal deflagra 79ª Fase da Operação Lava Jato nesta terça-feira (12) — Foto: Divulgação/PF


A operação desta terça-feira é um desdobramento da 65ª fase da Lava Jato, deflagrada em setembro de 2019.


Uma das transações investigadas foi a compra de um apartamento de alto padrão em 2007 por R$ 1 milhão e vendido menos de dois anos depois por R$ 3 milhões, em uma valorização que, de acordo com a PF, não correspondia com as condições do mercado financeiro da época.


Na lavagem de dinheiro por meio das obras de arte, segundo as investigações, notas fiscais e recibos eram emitidos à Receita Federal com valores menores do que eram efetivamente praticados. Segundo a PF, a diferença entre o valor pago e o declarado variava de 167% a 529%.


Em uma fase anterior da operação, segundo a PF, já foram encontradas obras de arte na casa de um dos investigados que apresentavam variações significativas entre o preço de aquisição declarado e o valor de mercado, em patamares de até 1.300%.


Fonte: G1

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