sexta-feira, abril 28, 2017

Chape perde a cabeça, é presa fácil para o Nacional e se complica na Libertadores


As expulsões de Luiz Otávio e Rossi por atitudes agressivas e o uniforme intacto do goleiro Conde ao término dos 90 minutos ajudam a decifrar a razão da Chapecoense ter sido presa são fácil no Parque Central, em Montevidéu. O Nacional não demonstrou um primor de futebol. Longe disso, na verdade. Mas fez o suficiente para fazer 3 a 0, nesta quinta-feira, pela quarta rodada do Grupo 7 da Libertadores. Os uruguaios até fizeram uso da tão falada catimba. O resultado, construído com gols de Ramirez, Aguirre e Viudez, porém, foi conquistado por terem conseguido fazer algo que os ansiosos brasileiros raramente conseguiram em Montevidéu: colocar a bola no chão.

PRIMEIRO TEMPO
 O Nacional não precisou fazer muito para merecer a vantagem nos primeiros 45 minutos de partidas. Com uma estratégia simples, baseada na marcação adiantada e muita força física no ataque, os uruguaios pressionaram uma Chapecoense até certo ponto apática para largarem na frente aos 16. Silveira ganhou no corpo de Nathan, balançou para cima de Grolli e chutou prensado pelo zagueiro. A bola cruzou toda área até chegar para Kevin Ramirez empurrar para o gol vazio: 1 a 0, e o Verdão ainda sequer tinha acordado.
A impressão que se tinha era de que a Chape estava ansiosa e impaciente com a bola nos pés. Nas poucas vezes que trocava passes com calma, conseguia envolver os uruguaios, como bem definiu um radialista em sua transmissão: "Quando os brasileiros botam a bola no chão, fica difícil". Mas foram poucos esses momentos em 45 minutos onde finalizações sem direção de fora da área foram o máximo que os brasileiros conseguiram, nada que levasse perigo ao gol de Conde.

SEGUNDO TEMPO
O segundo tempo pode ser resumido em oito minutos. Esse foi o tempo para o Nacional minar qualquer esperança de reação de uma Chape que pouco fez no campo ofensivo. Logo aos quatro, os uruguaios aproveitaram-se de jogada ensaiada para ampliar. Após falta cobrada curta e cruzamento com muita liberdade na área, Aguirre apenas deu uma casquinha de cabeça para tirar de Artur, que saiu mal do gol. Mais quatro minutos se passaram e o que era ruim ficou ainda pior. Em disputa pelo alto, Luiz Otávio até atingiu a bola, mas esticou o pé, atingindo o próprio Aguirre. Expulsão correta.
A partir daí, o que se viu foi uma Chape até mais corajosa, se expondo, apostando na velocidade pelos lados do campo. Com o jogo na mão, o Nacional levou perigo nos contra-ataques e fechou o placar com um golaço de Viudez, justamente quando a torcida começava a grita "olé". Festa uruguaia e alerta soando alto para um Verdão que precisa se recuperar o quanto antes para série de decisões que tem pela frente.

TIME QUE ESTÁ GANHANDO...
Vagner Mancini mexeu na Chapecoense, e não deu certo. O treinador apostou em três zagueiros, com Grolli entrando no lugar de Apodi e João Pedro de volta para lateral direita, mudando a formação que emendou oito vitórias e um empate após a derrota para o Lanús. O que se viu em campo foi um time com dificuldade na saída de bola e que não conseguia se manter no campo de ataque. Principal deslocado, Nathan também pareceu perdido nos minutos iniciais, tanto que foi facilmente envolvido por Silveira no gol que abriu o placar. Para domingo, diante do Avaí, dificilmente a escalação será repetida.


NERVOSISMO
O Nacional catimbou menos do que na partida da Arena Condá, mas nem por isso a Chapecoense esteve menos nervosa em campo. Os brasileiros abusaram dos chutões e das reclamações com a arbitragem. No segundo tempo, o destempero se transformou em agressões. Luiz Otávio e Rossi perderam a cabeça, foram expulsos, e não enfrentam o Lanús, dia 17, em Buenos Aires.


MARATONA
A Chapecoense não tem muito tempo para lamentar o revés em Montevidéu. Já na madrugada desta sexta-feira, a delegação segue para Florianópolis, onde decide o Catarinense com o Avaí, domingo, na Ressacada. Em seguida, o grupo embarca para Belo Horizonte, onde tem pela frente o Cruzeiro, pela oitavas de final da Copa do Brasil.

PANORAMA
 O revés complicou muito a vida da Chapecoense na Libertadores. Com quatro pontos, a equipe está na terceira colocação do Grupo 7 e precisa de duas vitórias para avançar às oitavas de final. O próximo compromisso é contra o Lanús, dia 17, em Buenos Aires. Os argentinos empataram com o Zulia, nesta quinta, na Venezuela, e seguem na liderança, com sete, mesma pontuação do Nacional. Antes de voltar a pensar na disputa continental, porém, o Verdão tem a final do Catarinense, domingo, às 16h (de Brasília), na Ressacada, em Florianópolis, diante do Avaí.

Fonte: Globo Esporte

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