terça-feira, abril 01, 2014

Político usou cartão do governo para pagar R$ 3 mil a prostitutas, diz polícia

Delegadas falam sobre operação Book Eletrônico realizada em Teresina (Foto: Catarina Costa/G1)A Polícia Civil do Piauí descobriu durante a operação denominada 'Book Eletrônico' que um político do estado usou um cartão corporativo, fornecido a
parlamentares, no valor de R$ 3 mil para pagar um encontro com prostitutas. Durante entrevista coletiva realizada nesta terça-feira (1º) a delegada Daniela Barros não revelou o nome do político, mas informou que ele era cliente de Renato Rosberg, 28 anos, preso sob suspeita de agenciar garotas de programa pela internet em Teresina.

“Descobrimos que políticos e empresários usavam o serviço deste agenciador para terem encontros com prostitutas. Haverá outra investigação paralela porque encontramos um comprovante de pagamento no valor de R$ 3 mil, ou seja, um político chegou a pagar esse valor em um programa usando cartão corporativo ”, revelou Daniela Barros.


A delegada Christiane Vasconcelos, titular da Delegacia de Crimes Virtuais, contou que o homem utilizava fotos de jovens universitárias com boa aparência nas redes sociais e ofertava os encontros na internet.
“Depois que o cliente via o catálogo, ele entrava em contato com Renato Rosberg, que solicitava antecipadamente o pagamento de 60% ou 70% do programa. Quando o cliente escolhia a garota, o suspeito o enganava e oferecia outra mulher que não fazia parte do catálogo ofertado e, por isso, não permitia que o cliente tivesse contato com a prostistuta", explicou.

Christiane Vasconcelos disse que o agenciador realizou sete encontros em um único dia e ganhava em média R$ 700 por garota. Ela ainda não sabe quantas universitárias foram envolvidas, mas ressaltou que pelo menos 19 prostitutas participavam do esquema.
Ainda de acordo com a delegada, as investigações foram iniciadas em dezembro do ano passado, após uma jovem denunciar que sua foto estava sendo utilizada para exploração sexual. Renato Rosberg será indiciado pelo crime de rufianismo, quando há exploração de terceiros.

Reprodução Cidade News Itaú via G1

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