domingo, março 21, 2021

Ministério da Saúde vai enviar 160 cilindros de oxigênio ao RN, diz governadora; Amazonas cede concentradores

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), comunicou na noite deste sábado (20) que o Ministério da Saúde vai enviar 160 cilindros de oxigênio para o estado até a próxima quarta-feira (24) para auxiliar no abastecimento às unidades municipais de saúde.


Cilindro de oxigênio no hospital municipal de Ceará-Mirim, que precisou transferir pacientes por risco de desabastecimento — Foto: Julianne Barreto/Inter TV Cabugi


Além disso, a gestora disse que o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), garantiu a disponibilização de concentradores de oxigênio para o Rio Grande do Norte e que eles serão enviados já neste domingo (21). Até a última atualização desta matéria a quantidade não havia sido informada.


"Diante de mais esse drama, que é a crise de abastecimento de oxigênio no país inteiro e que também já está afetando alguns municípios aqui do estado, nós temos buscado todos os meios para ajudar os municípios. Para dar suporte aos municípios, tenho mantido contato direto com o Ministério da Saúde", disse a governadora em uma rede social.


"Fiz contato na sexta-feira (19) com o governador do Amazonas, Wilson Lima, que foi solidário e garantiu que os concentradores de oxigênio chegam ao RN já neste domingo", reforçou. Ela disse ainda que o MS confirmou a chegada desses concentradores, "bem como de 160 cilindros que chegarão ao RN até esta quarta-feira".



A preocupação com o oxigênio acontece por conta da pressão sobre os leitos críticos de Covid-19 e o aumento nos casos da doença. Segundo o Regula RN neste domingo, mais de 95% dos leitos críticos do estado estavam ocupados. A fila tem mais de 120 pacientes no aguardo para ocupar um dos 14 leitos disponíveis. As UPAs em Natal também têm atuado com superlotação.


No sábado (21), a Procuradoria Geral do Estado do RN ingressou com uma ação para aumentar o fornecimento de oxigênio para as unidades de saúde pública do RN em 25%. O pedido já havia sido feito pela via administrativa, por meio de um aditivo do contrato, mas a fornecedora do oxigênio White Martins negou a solicitação. Com isso, a PGE-RN decidiu ingressar com o pedido judicial para o caso ser resolvido ainda no plantão judiciário deste fim de semana.


Na madrugada e manhã de sábado (20), a alta demanda de casos de Covid-19 com agravamento no hospital municipal de Ceará-Mirim fez com que sete pacientes precisassem ser transferidos para outros municípios do estado pelo risco de desabastecimento de oxigênio na unidade hospitalar.


Municípios enfrentam problema de abastecimento

Diante do cenário atual de alta demanda, mais de 60 cidades do Rio Grande do Norte informaram que estão com dificuldades para comprar oxigênio no mercado. É o que aponta o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do RN (Cosems), que publicou o levantamento nesta sexta-feira (19). De acordo com o conselho, 117 municípios responderam ao questionamento entre os dias 17 e 18 de março - isso representa cerca de 70% das 167 cidades do estado. Desses, 54,2% sofrem para adquirir o oxigênio - 63.


Sesap alertou Ministério da Saúde

Na sexta-feira (19), a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) disse que enviou um ofício ao Ministério da Saúde, ainda na quarta (17), solicitando apoio para encontrar alternativas para o abastecimento de oxigênio nas unidades de saúde dos municípios diante do crescimento dos casos de Covid-19 que necessitam de atendimento hospitalar.


Apesar disso, a Sesap informou que os 16 hospitais sob gerência da pasta que recebem pacientes da doença "seguem com abastecimento garantido regularmente pela empresa White Martins, seguindo o planejamento montado desde o início da pandemia em 2020 com investimento na melhoria na rede de gases".


Segundo a secretária adjunta de Saúde, Maura Sobreira, os hospitais estaduais que atendem pacientes com Covid-19 possuem tanques de gás. As principais dificuldades enfrentadas atualmente são pelas unidades municipais que usam cilindros.


Fonte: G1

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