terça-feira, março 01, 2016

RN perde quase 3 mil postos de trabalho em janeiro; comércio lidera

Diferença de renda recuou no RN (Foto: Alberto Leandro)O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostrou que quase três mil potiguares perderam seus empregos em janeiro deste ano. Segundo o
relatório mensal, 2.944 postos de trabalho foram perdidos no primeiro mês de 2016, número que representa “uma redução de 0,66% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada do mês anterior”, como aponta o documento.

A atividade que mais contribuiu para esse dado foi o Comércio, seguida de perto da Agropecuária. Fevereiro começou com 1.255 menos empregados no setor comerciário. Segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL-Natal), Augusto Vaz, janeiro costuma ser um mês onde há demissões porque é o período posterior às festas de fim de ano.

Porém, Vaz disse que não dá para creditar o índice de desemprego a isso. “Quase não teve emprego temporário no final do ano passado, então nem para para culpar só os temporários. Os números refletem o momento da economia e o comércio vem perdendo força com fechamentos de empresas e redução das equipes”, disse.

De acordo com o representante da CDL, esse “pode ser considerado um dos piores janeiros da história em números de demissões” e a tendência não é melhorar. “Possivelmente os números serão piores ainda nos próximos meses devido à nossa realidade econômica e as projeções”, lamentou Augusto Vaz.

Agropecuária

O panorama no agronegócio também não é o dos melhores. O setor demitiu 1.053 pessoas em janeiro, número que pode ser explicado, segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do RN (Faern), José Álvares Vieira, pelo fim da safra de cana de açúcar. O mês em questão historicamente tem desligamentos de postos de trabalho no setor rural.

Mas, como ocorre na cidade com o comércio, os produtores não estão animados para o restante de 2016. “Não tenha dúvida que o setor vem piorando e as perspectivas não são nada boas para o resto do ano”, adiantou Vieira. O motivo para as previsões negativas é, além do atual cenário econômico do país, a seca prolongada no interior, situação que atinge em cheio áreas como a fruticultura.

Fonte: Portal Noar

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