No documento, assinada pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), e lida durante o Simpósio Nacional de Combate à Corrupção, os delegados afirmaram que o presidente tem a prerrogativa de nomear o ministro da Justiça e o diretor-geral da PF, e que respeitam a autoridade de Bolsonaro.
No documento, os delegados afirmaram que "a Polícia Federal não deve ficar sujeita a declarações polêmicas em meio a demonstrações de força que possam suscitar instabilidades em um órgão de imensa relevância, cujos integrantes são técnicos, sérios, responsáveis, e conhecedores de sua missão institucional".
Ainda na carta, os delegados citam que "em outros governos, por diversas ocasiões, a instituição sofreu pressões e tentativas de intervenção. Diante do que parece ser mais uma delas, é necessário e urgente que a Polícia Federal conquiste garantias constitucionais e legais para se tornar, de fato e de direito, uma polícia de Estado e não de governo".
Os delegados pedem, também, medidas legislativas, fundamentais para impedir qualquer tentativa de interferência, e dizem que o primeiro passo é a aprovação da proposta de emenda constitucional que dá autonomia administrativa e financeira à instituição, que tramita há mais de dez anos na Câmara dos Deputados.
Os delegados afirmaram, ainda, que "outro movimento importante é estabelecer o mandato ao diretor-geral, com escolha baseada em critérios técnicos, republicanos e com limites impostos pela lei".
Ainda na carta, os delegados dizem, também, que "o dirigente máximo da Polícia Federal deve ter o poder de formar a sua própria equipe, sem pressões de cunho político, partidário ou sob o risco de ser exonerado". E citam que, nos últimos dois anos, a instituição teve quatro diretores diferentes, e que, para eles, "não é produtivo que pessoas se perpetuem no comando, nem que sejam breves ao ponto de sequer poderem implementar os projetos".
Fonte: G1
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