Um ataque aéreo coordenado pelo governo de Bashar Al-Assad e com participação de aeronaves da Rússia deixou ao menos 25 mortos no norte da Síria nesta segunda-feira (10), informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).
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Bombardeios na província de Idlib, na síria, intensificaram-se nas últimas semanas, como este de 6 de junho. — Foto: Anas Al-Dyab/AFP
De acordo com a ONG, houve quase 100 bombardeios nas províncias de Idlib e Aleppo. Só em Jabala, no sul de Idlib, ao menos 13 pessoas morreram. Além disso, a organização suspeita de que haja civis debaixo dos escombros.
Idlib, inclusive, é o último reduto onde há jihadistas na Síria. Por isso, o local tem sido alvo de bombardeios quase diários por parte de Al-Assad e da Rússia – que é aliada do regime sírio.
Os "capacetes brancos" publicaram no Twitter imagens e vídeos das operações de resgate nos escombros dos edifícios destruídos pelos ataques.
Violência na Síria
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Funeral no domingo (9) para homenagear uma das vítimas dos sucessivos bombardeios no norte da Síria — Foto: Omar Haj Kadour/AFP
Esta escalada de violência contra uma região em que vivem cerca de três milhões de pessoas deixou mais de 360 mortos desde o fim de abril, segundo o OSDH.
O cerco no norte da Síria continua dia após dia contra os civis em áreas nas quais existe um cordão de segurança pactuado em setembro do ano passado entre Rússia e Turquia (que apoia a oposição síria), mas que foi violado praticamente todos os dias desde então.
Segundo as Nações Unidas, os ataques forçaram cerca de 300 mil pessoas a deixarem suas casas. Os bombardeios destruíram hospitais e armazéns, o que agravou a situação no local.
Fonte: G1
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