O ministro reagiu assim às acusações judiciais nos EUA contra Paul Manafort, ex-chefe de campanha do agora presidente Donald Trump, e seu ex-sócio Rick Gates, dentro da investigação sobre a suposta ingerência russa. “A fantasia não tem limites”, continuou Lavrov, ao lembrar que recentemente acusaram Moscou de decidir que ministro nomear na África do Sul.
Ontem (30) à noite, a porta-voz de Relações Exteriores russa, Maraa Zakharova, já havia tachado de “falsas” as acusações contra o ex-chefe de campanha de Trump, ressaltando que no documento de acusação o ex-presidente ucraniano Víktor Yushchenko é confundido com a ex-primeira-ministra Yulia Timoshenko.
Manafort teve que deixar seu cargo em agosto de 2016 justamente após a descoberta de que tinha recebido US$ 12,7 milhões por assessorar o também ex-presidente ucraniano Víktor Yanukovich.
“Eu lhes explicarei porque são falsas. Gosto especialmente da parte onde, segundo os corpos de segurança dos EUA, o cargo de presidente da Ucrânia antes de Yanukovich era ocupado por Yulia Timoshenko”, ironizou Zakharova.
Até a chegada ao poder de Víktor Yanukovich, cassado em 2014 após as revoltas do Maidan, a chefia do Estado ucraniano era exercida por Viktor Yushchenko (2005-2010), enquanto Timoshenko foi primeira-ministra do país entre 2007 e 2010.
Segundo Zakharova, “trata-se de um detalhe muito importante que demonstra como o relatório foi fabricado. Em uma investigação séria, estas coisas não passam”.
Tanto Manafort como Gates estão sendo acusados de conspiração contra os Estados Unidos, lavagem de dinheiro e declarações falsas, como parte da investigação da suposta ingerência russa.
Em tal acusação não há nenhuma menção a uma suposta conspiração entre a equipe de Trump e a Rússia, mas as acusações estão relacionadas com os amplos laços financeiros que ambos tiveram com líderes pró-Rússia na Ucrânia.
Fonte: Agência Brasil
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