O G1 procurou a Prefeitura e, por telefone, o secretário de Governo Luciano Piovesan disse que se reuniu nesta noite para se inteirar sobre o assunto e que haverá uma entrevista coletiva para a imprensa na manhã desta terça-feira por causa da proporção tomada. "Noticiaram o caso de forma equivocada, o que gerou pânico na cidade. Mas tanto o hospital quanto a Secretaria de Estado de Saúde já descartaram a suspeita, inclusive o estudante já saiu da observação e permanece no hospital pro tratamento da febre, apenas", explicou.
Luciano Piovesan contou que o estudante tem 23 anos e relatou que passou 12 dias nos Estados Unidos, onde ficou em um alojamento com pessoas de diversos países, inclusive os da África e que, como passou mal ao retornar ao Brasil, procurou o hospital. "Assim que o aluno disse o que aconteceu imediatamente o pessoal do hospital ligou o fato ao ebola e ligaram para a Secretaria de Saúde, que orientou o hospital a seguir o protocolo para este caso. Então ele deveria ficar em observação e ficar isolado dos demais pacientes em um setor específico. Isso foi o que aconteceu, mas causou pânico desnecessariamente", esclareceu.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica ressaltou que o descarte por parte da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais através de uma médica especialista ocorreu porque o estudante informou que houve contato apenas com africanos saudáveis (que nessa situação não transmitem a doença) e que eles eram senegaleses - fato que contribuiu para o descarte do diagnóstico de ebola, pois o Senegal só registrou um caso da doença, o paciente se recuperou e o país já foi declarado livre da mesma.
Senegal
O primeiro caso de ebola no Senegal foi confirmado no dia 29 de agosto pelo Ministério da Saúde do país, um importante centro para negócios na África. Em setembro, o G1 divulgou que o Ministério da Saúde anunciou que o jovem guineano que era o único caso confirmado de paciente com o vírus do ebola em Senegal estava curado.
No dia 17 de outubro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou que o Senegal estava oficialmente livre da epidemia de ebola, mas ressaltou que o país permanece como vulnerável a novos casos da doença.
Fonte: G1
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