Tanto o Calbuco como o Osorno estão na lista dos vulcões mais perigosos do Chile. Aos pés do Osorno está o magnífico lago Llanquihue. Em torno dele existe uma pequena Alemanha: cidadezinhas que ainda guardam os costumes e tradições que vieram com os colonizadores, há mais de 160 anos.
A equipe do programa tomou uma balsa em direção ao isolado arquipélago de Chiloé, um lugar onde a mistura de índios e espanhóis criou um mundo singular. Chiloé quer dizer “terra das gaivotas”, mas é também a terra das palafitas e das igrejas do fim do mundo.
Quando os jesuítas chegaram lá, em 1608, os índios que viviam no arquipélago de Chiloé ainda não dominavam os metais. O pouco ferro que havia era o das espadas e capacetes dos conquistadores espanhóis. Algumas peças tiveram que ser fundidas para a fabricação de pequenos machados. Foi a fé inabalável dos jesuítas e o talento incrível dos índios chilotes de trabalhar a madeira que criaram o que hoje é considerado um Patrimônio da Humanidade.
É uma obra e tanto: um impressionante conjunto de templos de madeira que resiste à passagem do tempo. Uma delas, erguida em 1730, é uma das mais antigas construções de madeira no mundo que continuam de pé.
No roteiro para conhecer algumas das 65 igrejas, travessias de balsas e as belas paisagens do interior do arquipélago. Em comum, as igrejas de Chiloé têm o pórtico enfeitado de arcos e a torre com campanário na parte de cima. O interior, todo em madeira, é riquíssimo em ornamentos e detalhes. As imagens sacras também mostram o talento escultor dos nativos. Dezesseis igrejas já foram reconhecidas pela Unesco como Patrimônio da Humanidade.
Reprodução Cidade News Itaú via G1
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